Artrite psoriásica e psoríase são duas faces da mesma doença inflamatória. Cerca de 1 em cada 5 pessoas com psoríase desenvolve artrite psoriásica. Esta página foi escrita pelo reumatologista Dr. Henrique Dalmolin com a dermatologista Dra. Thais Akemi Yoshimoto. Os dois atendem no mesmo consultório em Moema, São Paulo. A pele e as articulações são avaliadas juntas porque o tratamento escolhido precisa funcionar nas duas. O lado dermatológico, com tipos de psoríase e escalas de gravidade, está na página de psoríase da Dra. Thais.

Pontos principais

O que liga a psoríase à artrite psoriásica

A psoríase é uma doença imunomediada. O sistema imune ativa uma inflamação que acelera a renovação da pele e forma placas vermelhas com descamação. As mesmas vias inflamatórias, principalmente IL-17 e IL-23, também atuam nas articulações, nos tendões e na coluna.

Na maioria dos pacientes, a pele aparece primeiro e a artrite surge anos depois. Em uma parte deles, a dor articular vem antes da lesão de pele, ou a psoríase é discreta e passa despercebida. A incidência de artrite entre pessoas com psoríase varia de 0,27 a 2,7 casos por 100 pacientes por ano.

Sinais de alerta para quem tem psoríase

Procure avaliação reumatológica se tiver psoríase e algum destes sinais:

A dermatologia tem papel central aqui. É no consultório dermatológico que a maioria dos pacientes com psoríase é acompanhada. Um exame da pele que inclui couro cabeludo, umbigo, sulco entre as nádegas e unhas encontra lesões que o paciente não percebe. Questionários de rastreio, como o PEST, ajudam a identificar quem precisa de avaliação articular.

Como é feito o diagnóstico

Não existe um exame único. O diagnóstico é clínico, apoiado por imagem e por exclusão de outras doenças. Os critérios CASPAR, usados em pesquisa e na prática, pontuam psoríase atual ou prévia, história familiar, alteração de unha, dactilite, fator reumatoide negativo e formação óssea característica na radiografia.

Na investigação entram exame das articulações e enteses, ultrassom articular, radiografia e, em casos de coluna, ressonância. PCR e VHS podem estar normais mesmo com doença ativa. Por isso a pessoa com dor articular e exames normais merece reavaliação quando há psoríase na história.

O que cada especialista avalia

Dermatologia

Extensão e gravidade da psoríase (BSA e PASI), impacto na qualidade de vida (DLQI), áreas difíceis como couro cabeludo, unhas, palmas, plantas e genitais. Tratamento tópico, fototerapia e ajuste do tratamento sistêmico pelo lado da pele.

Reumatologia

Número de articulações acometidas, entesites, dactilite e coluna. Atividade medida por escores como DAPSA e atividade mínima de doença (MDA), descritos no guia de escores em reumatologia. Prevenção de dano articular, que é permanente quando se instala.

Quando os dois olham o mesmo paciente, a decisão muda. Um medicamento que limpa a pele pode não controlar a entesite. Um que controla a artrite pode deixar placas resistentes. A escolha precisa cobrir o domínio mais grave.

Tratamento: um plano para pele e articulação

As recomendações da EULAR de 2023 organizam o tratamento da artrite psoriásica em etapas. As da GRAPPA fazem o mesmo olhando todos os domínios da doença, incluindo pele e unhas.

A visão geral das classes está na página de imunobiológicos e terapias alvo-específicas.

Qual é a meta

Na articulação, a meta é remissão ou atividade mínima de doença. Na pele, os tratamentos atuais permitem buscar pele praticamente limpa (PASI 90 ou PASI 100) e impacto mínimo na qualidade de vida. Se a meta não é atingida em alguns meses, o tratamento deve mudar.

Além da pele e das articulações

A psoríase e a artrite psoriásica se associam a maior risco cardiovascular, síndrome metabólica, gordura no fígado, depressão, uveíte e doença inflamatória intestinal. Esses pontos entram no acompanhamento e influenciam a escolha do remédio.

Atendimento em São Paulo

O Dr. Henrique Dalmolin, reumatologista, e a Dra. Thais Akemi Yoshimoto, dermatologista, atendem no mesmo endereço: Avenida Ibirapuera, 2064, sala 71, Moema, São Paulo. O paciente com psoríase e dor articular pode ser avaliado pelas duas especialidades sem trocar de endereço.

Agendamento com o Dr. Henrique pelo WhatsApp (11) 91178-0001. Casos já tratados sem controle também podem ser revistos como segunda opinião.

Perguntas frequentes

Toda pessoa com psoríase vai ter artrite?

Não. Cerca de 1 em cada 5 desenvolve artrite psoriásica. O risco é maior com psoríase de unha, de couro cabeludo e da região entre as nádegas.

A artrite psoriásica pode aparecer antes da psoríase?

Sim. Em parte dos pacientes a dor articular vem antes das lesões de pele, ou a psoríase é pequena e passa despercebida. A história familiar de psoríase ajuda no diagnóstico.

Fator reumatoide negativo exclui artrite psoriásica?

Não. Na artrite psoriásica o fator reumatoide costuma ser negativo. O resultado negativo inclusive conta ponto nos critérios de classificação.

Devo procurar dermatologista ou reumatologista?

Os dois têm papel. A dermatologia avalia a extensão da psoríase e rastreia sinais articulares. A reumatologia confirma a artrite, mede a atividade e previne dano. Com as duas doenças ativas, a decisão de tratamento é melhor quando feita em conjunto.

Existe um remédio que trata pele e articulação ao mesmo tempo?

Sim. Metotrexato e vários imunobiológicos agem nos dois domínios. Com pele relevante, as recomendações da EULAR orientam preferir inibidores de IL-17 ou IL-23.

Corticoide ajuda na artrite psoriásica?

Corticoide oral não é recomendado. Além do efeito limitado, a retirada pode provocar piora importante da psoríase. Infiltração em uma articulação específica pode ser usada.

Referências

Texto: Dr. Henrique Helson Herter Dalmolin, reumatologista, CRM-SP 211.167, RQE 98901. Dermatologia: Dra. Thais Akemi Yoshimoto, dermatologista, CRM-SP 184.637, RQE 97177. Última revisão: setembro de 2026. Conteúdo informativo, não substitui consulta.